segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tortura nunca mais.


Estudantes e servidores públicos promoveram na manhã desta quarta-feira 16 uma manifestação em favor do impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB) e do afastamento do deputado Coffy Rodrigues (PSDB) da relatoria da CPI da Corrupção.A manifestação, que reuniu cerca de 2 mil pessoas, iniciou em frente ao Colégio Julio de Castilhos e terminou na Praça da Matriz. Estudantes e servidores pediram o afastamento de Coffy e o impeachmente de Yeda.O Fórum dos Servidores Públicos Estaduais critica a postura dos deputados da base aliada do governo Yeda na CPI da Corrupção, principalmente a do deputado Coffy Rodrigues que vem tentando barrar as investigações.Por iniciativa do Fórum dos Servidores, monumentos de Porto Alegre e de Canoas amanheceram cobertos com um capuz com a seguinte frase: “Deputado Coffy nos deixa cobertos de vergonha – está do lado da corrupção – Fora Yeda/Impeachment Já”. Cartazes também foram colocados nas ruas dos dois municípios.Hoje à tarde, o Fórum entrega um documento exigindo o afastamento do deputado Coffy da relatoria da CPI da Corrupção ao presidente da Assembleia Legislativa, Ivar Pavan. Cópia do material será entregue também para a deputada Stela Farias, presidente da CPI.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

COMPAIXÃO NA VIDA SOCIAL.






O objetivo deste é ser um ponto de referência em busca da reflexão, principalmente através de uma visão mais crítica e pontual de diferentes pontos e acontecimentos do cotidiano. Minha visão é cristã, porém não desprezo diferentes pontos-de-vista de todas as frentes da ciência.
Não poderia me calar diante de um fato marcante nos últimos dias, que foi a execução de uma jovem iraniana de forma covarde, fria, desumana. Uma menina de 23 anos teve seus dias abreviados por uma cultura e um sistema político que despreza de forma única os valores humanos. A jovem foi condenada por um assassinato (que até na última hora negou ter realizado ou participado) sem um julgamento: de forma sumária sua vida lhe foi tirada. Apesar de toda a comoção mundial, nada foi mudado na cultura iraniana. Ela se foi, como muitas na Índia, no Brasil, na África, em todos os cantos do mundo. O que temos feito em prol da vida humana?
Será que ao menos despertamos a reflexão mesmo em nossa família?
Mas aconteceu lá no Irã, o que eu tenho com isso?
Certa vez ouvi uma frase que dizia: “não se dá valor a um desgraçado, enquanto não se prova da mesma desgraça”.
As realidades de uma sociedade estão muito próximas de nós mesmo que não as vejamos. Somos vitimados pela corrupção, pela violência, mesmo que não necessitemos diretamente do aparato do Estado. Seja no trânsito, seja nas estradas, ou até mesmo no meio ambiente, todos somos vitimados, independente de nossa posição social.
Se queremos entender o estado real de uma sociedade, devemos olhar para seus pobres e excluídos.
Quando dizemos que nossa sociedade está doente, isso reflete que as relações humanas também estão doentes, principalmente nossas relações de poder. Seja na igreja, na família, todas essas relações vão refletir a realidade de liberdade e opressão aos indivíduos dentro do seu grupo.
Nos últimos meses estão freqüentes as notícias referindo o descaso dos políticos com a sociedade. Casos como o do deputado que da noite para o dia se descobre ser dono de um verdadeiro castelo, cujo valor está muito superior aos seus ganhos declarados. Também vimos, nos últimos dias, o descaso dos deputados em relação às passagens aéreas, muitas delas utilizadas para turismo de deputados e familiares.Enquanto isso, muitos sofrem pela falta de saúde, de segurança, de habitação, de saneamento básico e de vida digna.
Tenho a impressão de que estamos vivendo num mundo totalmente paralelo: de um lado estão os ricos e poderosos, que com todo luxo e glamour parecem viver o paraíso na terra; de outro lado estão os pobres e necessitados, desprovidos de vida, de paz, vivendo de forma indigna, não sendo difícil ver seres humanos vivendo em situação muito pior que muitos animais de estimação.
Porém, o que vemos é um número grande de meros espectadores de tanto sofrimento. Acostumamo-nos a ver favelas sendo incendiadas, pessoas sendo esmagadas por enchentes e avalanches de terra em dias de chuva.
Nos grandes centros não é difícil ver seres humanos vivendo do lixo, comendo do lixo e sendo lixo. Já vi várias vezes homens e mulheres jogados ao chão em dias frios, de chuva, mais parecendo um amontoado de lixo do que seres humanos. Sem contar a violência policial, a violência doméstica a crianças, idosos, mulheres, todo tipo de violência.
Há descaso por todo lado. O que dizer da super-lotação dos presídios, dos hospitais? Meu artigo vem despertar que muitos se tornaram espectadores do sofrimento de muitos, nada fazem, simplesmente assistem.
A dor de muitos não nos toca mais. Não há sensibilidade na dor alheia, e o que sinto é que nessa corrida árdua em busca da própria felicidade, muitos não se sensibilizam nem mesmo com os próprios familiares.
“Quem não faz poeira, come”. Este é o ditado que rege o mundo para muitos. Em meio a tudo isso temos o sistema político, que para muitos é o grande culpado. Quero lembrar que todos estão lá devido à escolha de toda a sociedade. O sistema político é o reflexo dessa cultura que insiste em ver somente o próprio nariz.
O descaso para com o próximo é vivenciado em todo canto. Já ouvi o caso de um jovem que filmava uma pessoa atropelada, com o celular, ao invés de socorrer a pessoa que agonizava no chão.
Há uma cultura de ser espectador do sofrimento alheio. Assim como muitos assistiram à crucificação de Cristo, hoje muitos assistem à morte cruel de muitos. Em meio a tudo isso é preciso despertar uma cultura de compaixão social, ou seja, sermos despertos a fazer o bem. Mesmo com pequenas atitudes, podemos mudar essa situação de muita dor.
Assistimos em nosso aconchegante lar, pela nossa TV de última geração, as notícias de enchentes. Ouvimos o depoimento de pessoas tristes porque perderam tudo o que tinham, mas não nos sensibilizamos nem para fazer uma oração por aqueles.
Vejo igrejas mais voltadas para a vaidade de seus líderes e membros do que para a promoção da vida. Vi na TV, em um programa do Discovery Chanel, uma reportagem nos EUA onde uma igreja fornecia aos moradores atendimento médico, realizava exames e até tinha uma aparelho de tomografia. Senti-me mal ao ver aquilo, pois vi o quão pouco nós fazemos em prol do nosso próximo. Responda-me: quantas igrejas você conhece que realiza algum trabalho notório, digno como esse que estou referindo da reportagem? Acostumamo-nos a ver a entrega de cestas básicas, mas como o próprio nome diz é básica. Eu pergunto: você viveria com os itens da cesta básica? Na cesta básica não tem o alimento básico para a vida que é o leite, sem contar que os produtos na sua maioria são de qualidade inferior.
A compaixão social tem que invadir nossas vidas, nossas igrejas, nosso trabalho. Não podemos mais ser espectadores de tamanho sofrimento. Uma sociedade que se mobilize a prestar a assistência à vida, com certeza mudará o rumo de todo um país.
O grande mal que ataca a igreja é a preguiça de pensar e refletir sobre as realidades de nossa comunidade. Nossos sermões fogem das reais necessidades do povo. Somos massa de manobra da individualidade e vaidades de instituições e sistemas humanos.
Certa vez estava eu e um grupo de membros de minha igreja em uma distribuição de alimentos a mendigos, quando fomos abordados por uma senhora, que perguntou a que grupo espírita nós pertencíamos. Respondemos que éramos evangélicos, e ela de forma admirada respondeu:
Eu não sabia que evangélicos faziam caridade!!!
Guardo essa frase em minha mente até hoje. Essa frase mudou minha forma de ser evangélico e também de ver o sofrimento alheio. Não mais sou um espectador, não só porque sou evangélico, mas sim porque sou cristão, e tenho em mim as marcas de Cristo, a responsabilidade social e a compaixão social.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009


Criança!



Já fui sonho...projeto... feto...

Hoje, sou como o raiar de um novo dia,

O brotar de uma semente,

O desabrochar de uma flor!

Sou como uma doce melodia,

Com autor e partitura,

Só preciso que me "toquem" com ternura,

Para que eu possa ser gente!

Do bem, quero ser sempre contexto,

Não nasci para ser avesso!

Sou portador de sol,

Trago luz,

Alegria e esperança,

Afinal sou criança,

Imagem e semelhança de Jesus!



Walter Pimentel

MIGRAÇÃO E IMIGRAÇÃO.


MIGRAÇÃO E IMIGRAÇÃO...



IMIGRAÇÃO :


Considera-se como imigração o movimento de entrada, com ânimo permanente ou temporário e com a intenção de trabalho e/ou residência, de pessoas ou populações, de um país para outro.
Imigrante não é uma profissão.
Não se deve confundir a figura do imigrante com a do
turista, que ingressa em um país apenas com o intuito de visitá-lo e depois retornar ao seu país natal.
O imigrante também não deve ser confundido com:
o
nômade, aquele que se desloca entre uma ou mais fronteiras, sem fixar residência;
o
emigrante, aquele que sai de um país com ânimo permanente ou temporário e com a intenção de buscar trabalho e/ou residência em outro país;
o
colono, aquele que se desloca para uma região geralmente pouco povoada de seu país de origem, ou de um território dominado por este país, com o intuito de ali fixar residência e produzir economicamente. Esta colonização também pode se revestir de um caráter político de ocupação, dominação ou exploração de um território por um governo.
os
escravos, banidos, deportados ou exilados, aqueles deslocados de seus países de origem compulsoriamente;
os refugiados, aqueles deslocados temporariamente em razão de
guerras ou catástrofes naturais em seu país de origem.
os expatriados, aqueles trabalhadores transferidos de empresa transnacional para trabalhar em outro país.
Índice[
esconder]
1 Causas
2 Imigração nos séculos XIX e XX
2.1 Imigração da Europa
2.2 Imigração do Oriente Médio
2.3 Imigração Asiática
3 Restrições à imigração para a Europa nos primeiros anos do século XXI
4 Europa: Parlamento Europeu quer melhorar educação para os filhos de imigrantes
5 Ver também
6 Referências
7 Ligações externas
//
[
editar] Causas
A imigração em geral ocorre por iniciativa pessoal, pela busca de melhores condições de vida e de trabalho por parte dos que imigram, ou ainda para fugir de
perseguições ou discriminações por motivos religiosos ou políticos. Foi o principal motivo dos movimentos migratórios ocorridos da Europa e da Ásia para as Américas no século XIX e também no início do século XX (muito embora houvesse também o interesse na entrada de imigrantes, por razões demográficas ou para o "branqueamento" de sua população, por parte dos países de acolhimento). Esse processo também pode ser incentivada por governos de países que queiram aumentar o tamanho e/ou a qualificação de sua população, como ainda fazem, por exemplo, o Canadá e Austrália desde o século XX.



MIGRAÇÃO :


As migrações humanas tiveram lugar, em todos os tempos, e numa variedade de circunstâncias. Têm sido, tribais, nacionais, de classes ou individuais. As suas causas têm sido políticas, económicas, religiosas, ou por mero amor à aventura. As suas causas e resultados, são fundamentais para o estudo da etnologia, história política ou social, e para a economia política.
Nas suas origens naturais, podem referir-se as migrações do
Homo erectus, depois seguidas das do Homo sapiens, saindo de África, através da Euroasia, sem dúvida, usando algumas das rotas disponíveis, pelas terras, para o norte dos Himalaias, que se tornaram posteriormente a Rota da Seda, e através do Estreito de Gibraltar.
Sob a forma de
conquista, a pressão das migrações humanas, afectam as grandes épocas da história (e.g. a queda do Império Romano no Ocidente); sob a forma de migração colonial, transformou todo o mundo (e.g. a pré-história e a história dos povoados da Austrália e Américas).
A migração forçada, tem sido um meio de controle social, dentro de regimes
autoritários, mesmo sob livres iniciativas, é o mais poderoso factor, no meio social de um pais (e.g. o crescimento da população urbana). Incluem-se neste caso as migrações pendulares referidas abaixo e também as grandes imigrações, em que os migrantes se fixaram num país diferente, trazendo sua cultura e adotando a do país de acolhimento. Os recentes estudos de migrações vieram complicar esta visão dualista. Como exemplo, refira-se que boa parte dos migrantes, que nos dias de hoje mudam de país, continuam a manter práticas e redes de relações sociais que se estendem entre o país de origem e o de destino, interligando-os na sua experiencia migratória. Trata-se de um "transnacionalismo" que transcende os conceitos de migração temporária e migração permanente.

EDUCAÇÃO.

EDUCAÇÃO...

Educação engloba os processos de ensinar e aprender. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade. Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Nesse sentido, educação coincide com os conceitos de socialização e endoculturação, mas não se resume a estes. A prática educativa formal - que ocorre nos espaços escolarizados,quer sejam da Educação Infantil à Pós Graduação - se dá de forma intencional e com objetivos determinados, como no caso das escolas. No caso específico da educação formal exercida na escola, pode ser definida como Educação Escolar. No caso específico da educação exercida para a utilização dos recursos técnicos e tecnológicos e dos instrumentos e ferramentas de uma determinada comunidade, dá-se o nome de Educação Tecnológica.

VIDA RELIGIOSA, REALIZAÇÃO E MISSÃO ou REPETIÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE CONFLITOS...


VIDA RELIGIOSA, REALIZAÇÃO E MISSÃO ou REPETIÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE CONFLITOS...



É muito comum presenciarmos (pra não dizer que somos nós mesmos) pessoas que vivem sofrendo, pessoas que tem sempre uma grande razão para sofrer. Estão insatisfeitas, parece que tudo e todos estão contribuindo para a sua preocupação, o seu sofrimento, a sua dor.
Tem pessoas que simplesmente vão arrastando a sua vida, repetindo algo que é desagradável, indesejável, enfim, que é doloroso. Porém, parecem não querer ou poder mudar de vida. Parece que carregam um fardo ou uma cruz muito pesada. Mas o que é mais estranho é que a pessoa não larga este peso. Ao presenciarmos alguém assim, no primeiro momento corremos o risco de perder a paciência e abandonar tal pessoa, porém trata-se de algo muito mais complexo do que parece.
Chamo a atenção aqui, para uma categoria, aos olhos de muitos, e equivocadamente, aos seus próprios olhos, como alguém que não tem problemas, que só tem solução, ou ao menos uma palavra certa na hora certa. Refiro-me aqui, às pessoas que se encontram na Vida Religiosa e/ou Sacerdotal. Estas são pessoas muitas das vezes queridas, admiradas e buscadas pelos leigos como alguém que possa lhes indicar uma solução para os seus problemas, como alguém que tem uma resposta pronta, uma solução para os seus problemas, “religiosos”, afetivos, profissionais; enfim, como um verdadeiro sábio que poderá com muita facilidade dizer: meu filho faça isso... Faça aquilo... Resolvendo assim o seu problema.
Tal confiança que vem de fora, por um lado é positiva, e tem mesmo a ver com a proposta da Igreja àqueles que nela se ingressam: estar a serviço da Igreja e do povo de Deus. Mas esta mesma confiança que por um lado é uma forma de reconhecimento e confiança na consagração/ordenação feita por este sujeito, por outro lado, joga o sujeito numa certa solidão e desolação, de modo que ele acaba se sentindo só, como alguém que tem que responder às necessidades de um povo muita das vezes sofrido e cansado. E neste caso, aos poucos, o religioso ou padre sente-se muito só e angustiado, às vezes sofrendo, mas sem saber o que fazer para se ajudar, senão através da oração e das celebrações as vezes tão solenes, mas em alguns casos tão distante da sua própria vida sofrida e pesada.
Em um livro de John Power, que eu não saberia dizer agora o nome, ele afirma que o poder nos torna cada vez mais solitários. Ele se remete à figura do padre. Durante a sua caminhada, este é amigo de todos, ou pelo menos não é temido ou respeitado excessivamente pelos demais, pois trata-se apenas de mais um postulante, seminarista ou noviço, um como os outros. Mas à medida que este vai avançando na sua formação, vai passando por etapas diferentes: professo simples, professo solene, diácono, sacerdote, superior, prior, às vezes bispo e outras coisas mais. À medida que isto vai acontecendo, o mesmo vai se tornando referência e autoridade diante das demais pessoas, e também diante da sua própria comunidade. Às vezes amadas, mas também odiadas ou ao menos temidas. Certo é, que vai se tornando cada vez mais importantes, as vezes pessoas respeitadas por suas habilidades e indiscutivelmente com um status, um título até hoje respeitado até mesmos pelos mais laicos.
Agora a questão é: como é que uma pessoa tão “importante” pode precisar de ajuda, pode procurar alguém “menor” do que ele, senão para exercer uma simples atividade? Pois é, deste modo as buscas às demais pessoas, pode ser apenas para resolver uma questão simples, uma atividade operacional apenas. Mas onde é que está a subjetividade deste sujeito paramentado de santidade, pessoa que lida com “o sagrado”, que atende confissões dos pecadores, que fala para os casais que estão em crise? Pessoa que na sua função de profeta, anuncia e denuncia, pessoa que fala de amor, justiça, fraternidade e solidariedade, mas que às vezes vive tão só. E em alguns casos em distonia com muitas dessas questões?
Isto acontece não necessariamente por arrogância do religioso e/ou sacerdote, mas em muitos casos porque a demanda que lhe é dirigida é tão grande que ele parece não ter o direito de demandar. Vale lembrar que algumas palavras do ritual da profissão religiosa contribui para esta situação, para este sentimento mesmo que forçado, de superioridade: “você está sendo despido do homem velho e revestido do homem novo”. Frases como esta, em si não são nada mal, ao contrário, são até muito positivas, e deveria ser para todos, mas é utilizado na nossa profissão, criando assim um diferencial ideológico e até utópico em relação a este “novo homem”.
Outra questão que me parece bastante relevante é o estilo de vida que levamos, normalmente em casas grandes, confortáveis e bém montadas, mesmo que seja em bairros da periferia. Somos direcionados para os estudos e um pouco de pastoral (neste caso somos pastores e os demais são ovelhas). Criamos nas nossas casas uma espécie de debate, muitas das vezes filosóficos, fazendo do refeitório aerópagos e/ou auditórios, repetimos Platão, Sócrates e outros mais em discursões as vezes intermináveis, mas isto nem sempre predomina, até porque não leva a lugar nenhum. Mas que por alguns momentos nos faz sentir superiores, e muitas das vezes buscamos mesmo sustentar esse lugar de detentor do saber e até mesmo da verdade.
Bom, voltamos então à questão do sofrimento, razão pela qual foi feita toda uma analogia numa tentativa de remeter à complexidade do nosso estilo de vida e da nossa complexidade. O que pode nos afetar tanto positivo quanto negativamente. Tendo em vista a missão da Igreja, e o seu desejo de contribuir para um mundo melhor, razão que a coloca em uma situação privilegiada em relação às demais instituições, sabemos, e não podemos em momento algum ficar ingênuos diante dos candidatos que aparecem, pois várias são as razões que contribuem para esta busca. E não podemos esquecer que para cada instituição, para cada congregação ou ordem religiosa, existe um perfil diferenciado, de acordo com o seu carisma e a sua missão.
Mas se determinada comunidade religiosa deixa de levar em conta esses critérios, o que acontece é um amontoado de gente, cada um caminhando em uma direção, com um mesmo discurso, porém com uma prática e objetivos diferentes. E assim corre-se o risco de “ir levando a vida e a formação”, cada um na sua. Cada um com o seu poder, com a sua função e mais tarde, com a sua paróquia, “eu não mexo com você, e você não mexe comigo” um verdadeiro pacto de sobrevivência.
Deste modo, pode-se resultar em pessoas tristes, solitárias e sem muita perspectiva, direcionando suas necessidades inclusive afetivas a coisas, objetos e até mesmo a pessoas, porém sem nunca admitir a realidade, o que realmente buscam e/ou desejam. E o pior de tudo, raramente buscando ajuda, até porque nesta altura, já não se acredita mais na possibilidade. Acaba se acomodando ao sofrimento, e quando o mal aperta, recorre ao chás, afagos e carinhos de pessoas mais próximas, as vezes tomando um calmante e dizendo que está estressada, que é devido ao excesso de trabalho. E assim vai levando a sua vida amargurada, mas sem nunca enfrentar a verdadeira situação, sem buscar ajuda de um profissional adequado. Enquanto isso, o corpo padece com as mais diversas formas de conversões e fenômenos psicossomáticos.
Outra situação comum entre as pessoas, e portanto também no meio religioso, é a questão da culpa. Tentarei exemplificar tal situação: certa pessoa tem uma origem humilde, ou seja, veio de uma família pobre, bastante sofrida. Mas esta pessoa, ao contrário da sua família consegue estudar, e sobretudo ao se tornar religioso, consegue uma posição de destaque, de status até; tornando-se referência ao menos na sua família; porém, esta pessoa não consegue se dedicar livremente à sua conquista. É como se estivesse traindo da sua família e ignorando as suas raízes. A pessoa sente como se estivesse se apropriando de algo que não lhe pertencesse, e em muitos casos, não dá conta de levar uma vida digna e comunitária. Acaba estragando tudo, seja em comportamentos que não condizem com a sua condição, ou até mesmo em bebedeiras ou atitudes de inferioridade, arrogância ou embotamento junto à sua comunidade, tornando-se um peso para os demais, seja pela sua radicalidade, por sentir-se exluído ou pela indiferença.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Matheus 6, 19 - 21.


19
Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;


20
Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.


21
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.


www.google.com.br - bilia online.